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A verdade é que não tenho tido tempo. Depois das minhas férias, que saíram muito furadas, a minha vida deu uma enorme volta. Mas uma coisa de cada vez. 
Quanto às férias, o que aconteceu foi que não passei uma semana em Itália como era suposto. Devido à incompetência do funcionário da Ryanair, o meu namorado viu-se impedido de embarcar por não ter o cartão de cidadão em dia, mesmo apresentando o comprovativo de renovação, o que aparentemente não serve para nada - pergunto para que é que nos entregam uma folha que substitui o cartão de cidadão e comprova que este foi renovado, mas na prática não o faz, nem no nosso pais nem fora. Continuando, fomos convidados a abandonar o aeroporto, sem nos ter sido dada outra opção, solução ou explicação. Nunca vi tanta arrogância numa pessoa só - devia ser efeito do colete reflector. Tentamos perceber a situação no balcão e foi-nos dito a mesma coisa. Viemos então a saber, depois de um e-mail enviado para a companhia, que a carta de condução também serve como documento identificativo, o que nunca foi sugerido pelos dois funcionários que nos atenderam. Bem, foi muito bom termos perdido o dinheiro das viagens, mais o dinheiro dos hotéis que já nos tinham retirado o valor da estadia, sem que ninguém se importasse com isso. Como piorar a coisa não podia piorar, decidimos aproveitar e conhecer melhor o nosso pais, passear no Porto e visitar Aveiro, Coimbra e Lisboa. Tínhamos a viagem de avião de Lisboa para o Porto, que seria para o dia de regresso, e como já sabíamos que a carta de condução servia como identificação válida, poupamos esse valor. Agora vem a melhor parte, a mesma companhia com que supostamente também íamos para Milão, não nos pediu nenhum documento de identificação para embarcar. É isto que temos: dois tipos de otários a trabalharem para uma das principais companhias aéreas low-cost do mundo, os que não têm conhecimento da necessidade de verificar a identificação dos passageiros, e os que acham que o bilhete serve para entrar e sair do aeroporto. Qualquer dia nem o bilhete precisamos de mostrar.
Quanto à minha mais recente falta de tempo, o que aconteceu é que estou a trabalhar no Porto. Foi-me oferecida a oportunidade de passar a full-time, com melhor horário e os domingos sempre livres, e eu aceitei. Viajo de comboio, que fica muito mais barato, mas fico com o dia preenchido e chego a casa sem paciência para ligar o pc e "blogar". Vou tentar organizar melhor os meus dias de folga, de maneira a preparar os posts para o resto da semana. Tenho saudades disto. Mas precisava de sair da minha zona de conforto e fazer alguma coisa pela minha carreira, por muito que não seja isto que eu quero para sempre. Quero tentar crescer mais na empresa para a qual trabalho actualmente e o Porto abre-me essas mais portas e outras na minha área de formação académica. O ano 2016 começa a dar frutos.


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