Pieces * Viagens
Neste estado frágil de ser e estar, não consigo distinguir o que me faz bem ou o que me quer mal. Acabo por me afundar nos muitos pensamentos e perguntas que ainda carrego no coração. Apenas a música e o barulho à minha volta me faz ver a luz no fundo do escuro e obscuro túnel. A minha mania de querer controlar tudo, mesmo o incontrolável, faz com que as horas da noite pareçam ainda mais longas. Aquele silêncio ensurdecedor. Aquela solidão tardia. As lágrimas que não querem cair. As reticências. E todo o tempo livre. Todo o tempo para pensar, imaginar e recordar. Nestas alturas más, a vida parece um filme em que recuamos constantemente para os momentos vazios de alegria que já vivemos. Em cada uma destas viagens, aprendemos algo novo, encontramos mais uma peça do puzzle e algo começa a fazer sentido. Esses nossos pedaços do passado, nunca voltarão ao seu lugar. Deixaram um vazio enorme, impossível de cobrir. Só nos resta continuar a caminhar e esperar que alguma coisa ou alguém preencha parte desse nosso ser e faça com que estas viagens se reduzam para o mínimo.